
Às quatro da madrugada Indie só queria esquecer.
Esquecer seus passos mal dados, aquela noite que, mesmo perfeita, parecia vazia. Ele não estava lá. Ela sorriu, beijou, dançou, cantou e até fez uma canção. Sua melodia sofrida, gritada, chorada, não dizia nada que os pretensiosos pudessem entender. Eles não compreendiam. Em suas cadeiras se retorciam e diziam: “que merda é essa?”.
Ela gargalhava desavergonhada. Não havia rima, havia métrica? Não sei. Medida é coisa tão incerta. Parece até o amor!
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